Olá Vitor
No meu entender essa frase é usada quase como usamos em "equipa que ganha, não se mexe".
Conhece certamente o termo manutenção preventiva, é usada para descrever a substituição de componentes antes de atingirem o limite de tempo de utilização (ciclo de vida) para o qual foram projectados. Se em aviões essa manutenção preventiva faz todo o sentido (risco inerente a uma falha pode produzir a morte de dezenas a centenas de pessoas), noutras máquinas como um automóvel, raramente a danificação de um componente irá provocar riscos imediatos à sua segurança e à dos outros. Isso acontece porque os aviões são projectados com um factor de segurança baixíssimo, e os automóveis na sua generalidade não (*), logo a maior parte dos componentes mais críticos de um automóvel aguentam longos ciclos de vida que, por vezes, ultrapassam a vida útil de um automóvel, se não forem de "desgaste". Esses obviamente têm um tempo para ser substituídos (correia de transmissão, etc), ou o veículo deixará de funcionar, danificando seriamente outros componentes mais vitais.
Assim, e como já aconteceu a todos nós sem dúvida, existem componentes do nosso automóvel que só trocamos quando se partem ou perdem a sua eficácia, porque não faz sentido trocá-los antes de tal acontecer, é demasiado dispendioso, e o risco de não o fazer é totalmente aceitável.
O termo "fix it" não deve ser tomado demasiado a letra, a ideia passa mais por não mexer em algo que ainda trabalha. E isso também nós, portugueses, usamos em variadas situações: "Trabalha? Não mexas!"
Desculpem o "testamento" mas por vezes perco-me em certos assuntos

(*) - Antigamente os automóveis duravam mesmo uma vida inteira. Agora não é rentável para as construtoras construir automóveis que durem mais de 10 a 15 anos, pelo menos as construtoras de produção em massa. Nenhuma quer ter clientes que só compram carros de 10 em 10 anos!!! Quanto mais cedo comprarem um novo melhor!
