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Tópico: If it ain't broke, don't fix it  (Lida 272 vezes)
Vitor Ruivo
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« em: 09 de Março de 2010, 20:59 »

Tenho ouvido muitos britânicos proferir esta frase:

"If it ain't broke, don't fix it"

Até que ponto isto pode ser levado a sério? E o porque de referirem tantas vezes?

Basicamente significa o não gastar energia e tempo a arranjar algo que poderá não estar estragado?Hein
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Vitor Ruivo
Salgado
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« Responder #1 em: 09 de Março de 2010, 23:24 »

Olá Vitor

No meu entender essa frase é usada quase como usamos em "equipa que ganha, não se mexe".

Conhece certamente o termo manutenção preventiva, é usada para descrever a substituição de componentes antes de atingirem o limite de tempo de utilização (ciclo de vida) para o qual foram projectados. Se em aviões essa manutenção preventiva faz todo o sentido (risco inerente a uma falha pode produzir a morte de dezenas a centenas de pessoas), noutras máquinas como um automóvel, raramente a danificação de um componente irá provocar riscos imediatos à sua segurança e à dos outros. Isso acontece porque os aviões são projectados com um factor de segurança baixíssimo, e os automóveis na sua generalidade não (*), logo a maior parte dos componentes mais críticos de um automóvel aguentam longos ciclos de vida que, por vezes, ultrapassam a vida útil de um automóvel, se não forem de "desgaste". Esses obviamente têm um tempo para ser substituídos (correia de transmissão, etc), ou o veículo deixará de funcionar, danificando seriamente outros componentes mais vitais.
Assim, e como já aconteceu a todos nós sem dúvida, existem componentes do nosso automóvel que só trocamos quando se partem ou perdem a sua eficácia, porque não faz sentido trocá-los antes de tal acontecer, é demasiado dispendioso, e o risco de não o fazer é totalmente aceitável.

O termo "fix it" não deve ser tomado demasiado a letra, a ideia passa mais por não mexer em algo que ainda trabalha. E isso também nós, portugueses, usamos em variadas situações: "Trabalha? Não mexas!"

Desculpem o "testamento" mas por vezes perco-me em certos assuntos Lingua

(*) - Antigamente os automóveis duravam mesmo uma vida inteira. Agora não é rentável para as construtoras construir automóveis que durem mais de 10 a 15 anos, pelo menos as construtoras de produção em massa. Nenhuma quer ter clientes que só compram carros de 10 em 10 anos!!! Quanto mais cedo comprarem um novo melhor! Grin
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« Responder #2 em: 10 de Março de 2010, 00:51 »

Meu caro Salgado:

Estou plenamente de acordo com a interpretação do sentido da frase - que é, de facto, típica dos ingleses, mas que terá expressões de conteúdo idêntico um pouco por todo o Mundo - e, também, com o aprofundar do tema, comparando a situação dos automóveis e dos aviões.

Já agora, não há que pedir desculpa: ainda bem que nos alongamos quando nos debruçamos sobre certos assuntos.

Só assim se levam as coisas a sério e se podem abordar os temas que, mesmo num espaço de diversão como este, devem ser tidos em conta de forma rigorosa e coerente.

Um abraço.

Nuno
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Vitor Ruivo
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« Responder #3 em: 10 de Março de 2010, 08:18 »

O Salgado agora fez-me recordar um assunto que ainda no Domingo falei com uma pessoa, que foi a duração dos automoveis.
Antigamente, era bem conhecido casos de mercedes com 1 milhão de quilometros.  Chocado
Ainda a tempos tive a ver uma pessoa que tinha um Opel com 3000 quilometros e já estava a dar problemas.  Rolar os olhos
È a substituição da mecânica pela electronica...
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Vitor Ruivo
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